quarta-feira, 22 de junho de 2011

minha VIDA na outra VIDA - Provas da Reencarnação

 

           Aproveitamos nosso assunto anterior, VIDA, para tratarmos de forma mais profunda, ampla e até mesmo científica. Tive oportunidade de assistir o filme em questão: "minha VIDA na outra VIDA". Um filme belíssimo, emocionante. O filme trata de um tema até então polêmico, a reencarnação, mas não de uma forma preconceituosa, preconcebida, ou mesmo fanático, mas com embasamento e provas ciêntíficas.

            Buscando imagens que mostrassem mais sobre o filme encontrei em outros blogs matérias falando do filme além de ciêntistas renomados e respeitados que se reportam ao assunto. Abaixo falamos um pouco mais do livro e do filme em questão. Vale a pena ler e assistir.

                     Ismênia Nunes


Sinopse do Filme

Sinopse:
Pela primeira vez na história, um filme retrata, com fidelidade, lógica e respeito, a reencarnação, tema de interesse de milhões de pessoas em todo o mundo. Baseado em fatos reais relatos no livro autobiográfico de Jenny Cockell, Minha Vida na Outra Vida conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que tem visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 30. Intrigada, Jenny sai em busca de seus filhos da vida passada. Tem início uma jornada emocionante. Jenny é magistralmente interpretada pela renomada atriz Jane Seymour, de Em Algum Lugar do Passado. Só, que desta vez, não se trata de ficção, mas de realidade. Neste DVD, você pode ver o filme na versão dublada ou legendada.

Título: Minha Vida na Outra Vida
Título Original: Yesterday's Children
Direção: Marcus Cole
Elenco: Jane Seymour, Clancy Brown, Kyle Howard, Denis Conway, Eoin McCarthy, Cillian Caffrey, Stanley Anderson, Claire Bloom, Hume Cronyn
Ano de Produção: 2000
Duração: 93 minutos
Cor: Colorido
Tipo de Diálogo: Livre
Formato da Tela: Fullscreen 1.33:1
Gênero: Drama
Faixa Etária: 12 anos
País de Produção: Estados Unidos
Legenda: Português
Idioma: Inglês, Português
Áudio: Dolby Digital 2.0
Região: 0 (Multizonal)
Código de Barras: 7895233158306
Fonte: http://merciobasso.blogspot.com/2008/05/filme-minha-vida-em-outra-vida.html



Dica de Leitura e de Filme

Podemos de uma maneira mais singela, mas não menos importante, comprovar a reencarnação com fatos reais ocorridos nos dias de hoje, tendo acesso a filmes ou livros nada científicos.

Minha dica de leitura, é o livro  ”Minha Vida em Outra Vida“, de Jenny Cockell, editado pela FEB em 2007.
Baseado em fatos reais, conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos  que vive nos dias de hoje e passa a ter visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 1930. A protagonista da história, não tem o mesmo nome da autora por acaso. Essa é a história da própria Jenny Cockell, nascida em 1953 e que, em 1990, começa a vivenciar tais fenômenos.

A história aborda conflitos familiares, vida e morte e principalmente,  o tema aqui abordado, a comprovação da reencarnação através de lembranças de uma vida pretérita.  Se métodos e jargões científicos, são um tanto quanto difíceis para entendermos, este livro, nos proporciona de maneira simples e clara, um esclarecimento sobre o assunto.

O livro fez tanto sucesso com os leitores e crítica, que virou filme, com o mesmo título, “Minha Vida na Outra Vida“.
Jenny é magistralmente interpretada pela renomada atriz Jane Seymour, de “Em Algum Lugar do Passado”, filme que também trata do assunto de vidas passadas. Só, que desta vez, não se trata de ficção, mas de realidade.
Um filme que desperta nossos sentimentos mais profundos, e que nos convida à reflexão.


RESUMO DO FILME - FATOS REAIS - MINHA VIDA EM OUTRA VIDA-REENCARNAÇÃO-

MINHA VIDA EM OUTRA VIDA

JENNY COCKELL - UMA SURPREENDENTE HISTÓRIA DE AMOR



                “Mary morreu  21 anos antes do meu nascimento, mas as memórias de sua vida e de seu tempo sempre fizeram parte de mim, moldando de maneira decisiva a pessoa que me tornei. Este é o relato da minha busca pelos filhos de Mary e por auto-entendimento. Ao pesquisar o passado, tive de desenterrar e enfrentar os meus sentimentos de inadequação e medo, descobrindo suas motivações. Sabia que precisava encontrar os meus filhos de 'ontem' ou minha vida sempre seria ofuscada pelas lembranças de um passado de tristeza, raiva e perda. De certo modo, este livro foi escrito para e por causa dos filhos de Mary1.
Com as afirmações acima, Jenny Cockell inicia o relato das suas lembranças de uma vida anterior, Minha Vida em Outra Vida. Embora este tipo de relato tenha se tornado muito comum, sendo facilmente encontrado vários títulos à respeito, o de Jenny Cockell é diferente, constituindo uma das mais sólidas evidências em favor da realidade do fenômeno reencarnatório. O leitor mais cético, ao lê-lo, ficará no mínimo intrigado com a riqueza de detalhes, informações e dados apresentados.
Nascida em 1953 na Inglaterra, no seio de uma família não muito religiosa, desde a infância Jenny Cockell vivia dividida entre a vida atual e a passada. Tinha um sonho recorrente, que sempre a conduzia às lágrimas: estava num hospital, sozinha, agonizante. Sabia que o seu nome era Mary e que iria morrer. Dominava-a, não o temor da morte, mas a angústia e o desespero por estar deixando, contra a sua vontade, oito filhos ao léu, sem o suporte e a orientação necessárias.
Este sonho, ao lado de lembranças fragmentárias que surgiam no estado de vigília, fizeram parte do quotidiano de Jenny Cockell, influenciando profundamente o seu desenvolvimento psicológico, emocional e social.
Mas, afinal, quem era aquela mulher, chamada Mary? Será que era este mesmo o nome dela? O que ela tinha a ver com Jenny? Por que o mesmo sonho sempre se repetia? Por que parecia sentir a mesma aflição que Mary sentia? Como explicar que também se julgasse de algum modo responsável pelo destino dos filhos de Mary?

Um curioso quebra-cabeças...

Grande parte das minhas memórias vinha em fragmentos isolados e, às vezes, tinha dificuldade de dar um sentido a elas. Mas outras partes eram bastante completas e repletas de detalhes. Era como um quebra-cabeça com certas peças apagadas, outras fora de lugar e algumas bem nítidas e fáceis de encaixar. Os filhos ocupavam a maior parte das minhas memórias, assim como o chalé e sua localização. Outros locais e pessoas não eram tão nítidos para mim2.”
As nossas lembranças normalmente desafiam a lógica, sendo muito difícil entender por que lembramos disto e não daquilo. As lembranças da infância quase sempre assomam de forma desordenada, sem obedecer a nenhuma cronologia. Nós lembramos, frequentemente, de algo que foi emocionalmente significativo para nós. Ocorre o mesmo com as lembranças de vidas passadas.
É excelente a forma como Jenny Cockell categoriza as suas lembranças, comparando-as a um quebra-cabeça “ (…) com certas peças apagadas, outras fora de lugar e algumas bem nítidas e fáceis de encaixar”. A montagem deste quebra-cabeça parece ter sido a sua missão na vida atual.
Entre as lembranças que tinha destacava-se a do chalé em que morava com o marido e os filhos. Nele desenrolou-se a conturbada e curta vida de Mary. A lembrança era tão nítida que Jenny foi capaz de fazer uma precisa descrição dele e até mesmo esboçar um mapa com a sua localização. Lembrava, também, com muita clareza do vilarejo em que vivia e das suas ocupações diárias. Contudo, o objeto central das suas recordações, como não poderia deixar de ser, era a preocupação com os filhos.
Mary casara-se cedo com um forasteiro, um ex-combatente da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que logo se demonstrou soturno e agressivo. Sua vida não era fácil. Miserável talvez fosse o melhor qualificativo para caracterizá-la. Muitas vezes Mary e os filhos passaram fome...

Algumas lembranças precisas...

Havia algumas certezas ligadas às lembranças das pessoas, dos lugares e das emoções. Sempre soube que o período no qual Mary viveu se estendia de 1898 a 1930. Também sabia que ela vivera na Irlanda. Não posso explicar por que ou como esse conhecimento estava, de algum modo, presente em minha mente. De certa maneira, essa lembrança me causava problemas. Por exemplo, meus irmãos, conscientes de minhas preferências, sabiam que eu só brincaria de soldado se me deixassem defender a Irlanda3.”
Impressiona a minudência e a precisão das lembranças de Jenny Cockell. No trecho acima destacado ela revela o período em que Mary teria vivido, entre 1898 e 1930, bem como o lugar, em alguma parte da Irlanda. Não obstante não saber explicar de onde advinha semelhante certeza, as verificações que mais tarde foram feitas provaram que elas estavam mais do que certas.
Numa análise retrospectiva, Jenny Cockell compreendia muito bem o impacto que as suas lembranças tiveram na vida atual, desde tenra idade, determinando comportamentos, predileções e atitudes.
O fato das suas lembranças serem tão vívidas talvez se deva ao forte componente emocional que elas veiculam. A dor da separação dos filhos deve ter sido tão intensa, a angústia por deixá-los sozinhos no mundo tão grande, o sentimento de culpa acentuado por não conseguir vencer a morte para atendê-los conforme precisavam, possivelmente exerceram a função de catalizadores destas lembranças em Jenny Cockell.
Só mesmo a preocupação e amor de uma mãe para superar até os limites impostos pela morte...

Normalidade das lembranças.

Eu não tinha nenhum motivo para duvidar que essas lembranças eram reais. Pensava que lembranças desse tipo eram comuns e, por isso, esperava que outras pessoas as tivessem também4.”
Infelizmente, não temos por hábito considerar cada um na realidade que lhe é própria. O que é normal para mim talvez não o seja para outro e vice-versa. Mas isso não significa que eu ou o outro sejamos anormais, apenas que somos diferentes, contextualizados em nossas experiências, habilidades, conhecimentos e conquistas interiores. Foi assim com Jenny...
Acreditando que todos se lembravam da vida anterior, Jenny Cockell demorou um pouco em entender a sua singularidade.
Recordava de um diálogo que tivera com sua mãe, quando contava apenas quatro anos de idade. Regressava da escolinha dominical e sua mãe lhe perguntou se havia gostado, ao que ela respondeu afirmativamente, manifestando, entretanto, um certo estranhamento. Não conseguia entender por que num lugar em que se falava tanto da vida e da morte, não se falava também das vidas passadas! A mãe de Jenny ficou chocada com a indagação da filha, pois ninguém na família era reencarnacionista, nem sequer a reencarnação era assunto em suas conversações. A mãe relutou muito tempo em aceitar as lembranças estranhas que a filha possuía...
Ali, naquele diálogo franco e desembaraçado com a mãe, Jenny Cockell descobriu “(...) que a reencarnação era vista como uma crença, não um fato5.”
Até hoje a maioria das pessoas encara a reencarnação como uma crença partilhada por algumas religiões e pessoa, não como uma realidade biológica, à qual todos estamos submetidos, aceitando ou não.

Influências do passado...

Ao longo desses anos de relacionamentos desastrosos, sendo que o último se desgastara tanto que me deixou traumatizada, sempre tentei me lembrar da relação de Mary com seu marido, se era boa ou não. No início fora fácil me recordar dele, um homem bonito e imponente que surgira na vida de Mary logo após o término da I Guerra Mundial [...]6.”
O nosso passado espiritual interfere diretamente sobre nossa existência atual. As primeiras relações amorosas de Jenny Cockell, por exemplo, foram conturbadas, refletindo o padrão negativo gerado no relacionamento pregresso de Mary com o esposo. Por sofrer-lhe repetidas agressões, Mary fechava-se em si mesma, como um caracol, tendo muito medo e dificuldade de expressar seus sentimentos de uma forma aberta.
Esta característica negativa do passado persistiu por longos anos, até que Jenny se deu conta da mesma e passou a trabalhá-la em seu mundo íntimo. Depois de algum tempo, encontrou um companheiro que a completava, casando-se com ele e tendo dois filhos.

Nada se perde...

Sempre quis ter filhos, por isso passei muitos anos fazendo roupas para eles antes mesmo de nascerem. Costurar roupas, que na minha vida atual descobrira ser uma habilidade instintiva, aparecia frequentemente como parte da memória de Mary. E, por alguma razão, o casaco do garoto mais novo permanece na minha mente, talvez porque ele mexia na bainha quando andava. Era um casaco de lã e me lembro de tê-lo costurado a mão, aproveitando o tecido de um velho casaco. Um sentimento de orgulho pela qualidade do meu trabalho também faz parte desta lembrança7.”
É surpreendente o encadeamento lógico entre as vidas de Mary e de Jenny. Uma mesma alma, mas com muitas vidas. A continuidade, não só das lembranças, mas também de características e habilidades de Mary em Jenny, oferecem um demonstrativo da interdependência e solidariedade que há nas vidas sucessivas.
A ansiedade e o desejo de Jenny por filhos era ao mesmo tempo a ansiedade e o desejo de Mary pelos seus.
Jenny recordava-se que Mary era uma exímia costureira, lembrando especificamente de um casaco que fizera para o filho mais novo. Sem aprendizagem prévia, desde pequena, Jenny demonstrou intimidade com a agulha e as linhas, habilidade que constituía herança da existência anterior.
Da mesma forma nós, no âmbito das nossas tendências e pendores, revelamos a ação das experiências pregressas, adquiridas nas vidas passadas.

Os filhos desta vida.

A obsessão pela minha vida passada, apesar de não ocupar mais o primeiro plano, não foi deixada de lado. Ela estava esperando o tempo certo para emergir novamente e foi retornando aos poucos. Conforme meus filhos cresciam e a força do meu sentimento materno era nutrida pelo amor deles, aumentava também a necessidade de encontrar a minha família da outra vida. Aquelas crianças tinham sido privadas ainda na infância daquilo que os meus filhos estavam desfrutando agora, por isso sentia que tinha que fazer algo a respeito. Parecia não ser mera coincidência o fato de a minha necessidade de busca pela vida passada se intensificar conforme me aproximava da idade com que Mary morreu, trinta e poucos anos [...]8.”
Ao tornar-se mãe, a ansiedade de Jenny diminui, assim como as lembranças da vida anterior. Contudo, a medida que o tempo passava, elas voltaram a se manifestar, agora com uma intensidade quase insuportável. Foi uma fase muito difícil para ela.
Jenny Cockel chama a atenção para o fato de que a intensificação das lembranças ocorria justo quando estava entrando na casa dos trinta anos, a mesma idade que Mary tinha quando morreu. São mais do que curiosas essas relações temporais. A vida de Jenny, conquanto diferente, seguia paralelamente a de Mary.
Enquanto não encontrasse os filhos da vida passada, Jenny sabia que não teria paz dentro si.

Sessões hipnóticas.

A hipnose é uma experiência estranha mesmo quando não há regressão. Todas as lembranças que ficaram escondidas no subconsciente e às quais não tinha acesso vêem à tona. É uma faca de dois gumes: uma experiência ao mesmo tempo maravilhosa e perturbadora. Algumas das memórias que as pessoas escondem no fundo de suas mentes estão lá por uma boa razão. Talvez essas sejam as lembranças que elas se sentem incapazes ou não têm coragem de enfrentar, e que foram escondidas como uma forma de autoproteção. Ao revelarmos e expormos qualquer uma de nossas memórias profundas, somos forçados a olhar de novo tanto para as lembranças esquecidas como para as reprimidas9.”
Por estar angustiada e aflita em função das suas lembranças, Jenny Cockell aceitou o conselho de uma amiga e buscou o concurso se um hipnoterapeuta, recorrendo à regressão para resolver o seu drama particular, obtendo maiores informações sobre a vida de Mary.
Várias sessões hipnóticas transcorreram e tiveram o efeito desejado, desencadeando um turbilhão de lembranças da vida anterior.
Com o material recolhido das regressões e das lembranças espontâneas, Jenny Cockel deu início a grande busca, nesta vida, dos filhos da vida anterior. Era a sua odisséia pessoal.
Acreditava que o vilarejo em que vivera era Malahide, localizado próximo a Dublin, na costa leste da Irlanda.
Após corresponder-se com alguns moradores da localidade, fez uma viagem até lá, confirmando a autenticidade das suas lembranças.
O quebra-cabeça começava a mostrar contornos mais nítidos...

Notícias alvissareiras...

Jenny Cockell escreveu várias cartas para os moradores daquela localidade, indagando sobre uma mulher, provavelmente chamada Mary, que teria vivido num chalé (deu a sua localização), possuindo oito filhos, tendo morrido na década de 30...
Para sua surpresa, uma de suas cartas foi respondida pelo Senhor Mahon, que lhe escreveu:
Quanto à mãe que faleceu na década de 1930, chamava-se senhora SUTTON. Acredito que o seu esposo era um soldado britânico que lutou na Primeira Guerra. Após sua morte, os filhos foram enviados para orfanatos. Posteriormente, a filha mais velha Mary voltou para casa. Acredito que o marido retornou ao Reino Unido, a fim de treinar soldados para Segunda Guerra. As crianças foram educadas em escolas católicas, mas talvez o pai pertencesse à Igreja da Irlanda10.”
Jenny não coube em si de tanto contentamento, sua busca rendera os primeiros resultados significativos.
Munida dos dados fornecidos pelo Sr. Mahon, obteve o nome e a data de nascimento dos filhos de Mary:
Mary (?)
Sonny (1919)
Jeffrey (1923).
Philomena (1925).
Christopher (1926).
Francis (1928).
Bridget (1929).
Elizabeth (1932).
Pesquisando o endereço em listas telefônicas, pelo sobrenome, escreveu para várias pessoas, na expectativa que alguma delas tivesse notícia sobre o paradeiro dos filhos de Mary.

Um telefonema inesperado...

Certo dia, depois de ter chegado em casa do trabalho, Jenny Cockell foi agradavelmente surpreendida por uma ligação. Era de um dos seus filhos, Jeffrey.
Apesar de certa confusão do outro lado da linha, revelou-me vários detalhes sobre a família e me deu os endereços e números de telefones de dois dos irmãos, Sonny e Francis (Frank). Os garotos, Sonny, Jeffrey, Christopher e Frank, tinham se encontrado anos antes, mas o paradeiro das filhas era desconhecido. As garotas foram enviadas a um orfanato diferente, uma escola de freiras na verdade, e tinham perdido contato com os irmãos11.”
Momento constrangedor para Jenny, quando Jeffrey perguntou como ela sabia tanto da família dele e qual era a ligação com ela. Como Jenny explicaria as lembranças da vida anterior? Como diria para um homem que poderia ser o seu pai que ela, na verdade, era a sua mãe reencarnada? Jenny apenas conseguiu dizer que lembrava da família através de sonhos. Jeffrey demonstrou grande reserva e ceticismo ante aquela revelação e custou a entrar em contato de novo.

A conversa com Sonny.

Na terça-feira, 15 de maio de 1990, tomei coragem e liguei para ele. Quando Sonny atendeu, ouvi uma voz suave com forte resquício de um sotaque do sul da Irlanda. Lembrara dele como uma criança direta e franca, portanto, sabia que precisava ser bem sucinta sobre quem era e por que estava ligando. Isso não foi fácil, mas expliquei que lembrara da família através de sonhos, falando rapidamente do chalé e que este era o primeiro à esquerda […]. Esse homem de 71 anos, nascido em 1919, rapidamente captou a mensagem do que tentava explicar. Ele confirmou logo de cara que a posição do chalé estava correta. Fiquei emocionada. Era algo que não tinha sido capaz de confirmar até aquele momento12.”
A conversa de Jenny com Sonny foi muito proveitosa. Sonny demonstrou maior abertura do que Jeffrey para aceitar as lembranças de Jenny. Conversaram longamente...
Jenny contou coisas que lembrava da infância de Sonny e o deixou boquiaberto, pois não entendia como alguém que nunca tivera contato com ele, pudesse ter informações tão particulares e precisas a seu respeito. Em especial, ela lembrava de um dia em que Sonny trouxera para casa, em uma armadilha, uma lebre que ainda estava viva... Foi um dia de alegria e de fartura para toda a família de Mary. Este relato comoveu profundamente Sonny, pois não era conhecido de mais ninguém, apenas dele, dos irmãos e da mãe.
Jenny descobriu que após sua morte, os filhos, por impossibilidade de serem criados pelo pai, foram recolhidos em orfanatos, os meninos sendo separados das meninas.
Os meninos mantiveram contato entre si, ainda que esporádico, mas nunca mais souberam das irmãs.
A partir do contato feito por Jenny, entretanto, foi possível localizar as demais irmãs.
Estava cumprida a missão de Jenny Cockell, uma vez que conseguira reunir em torno de si, os filhos da outra vida, reatando laços que nem o tempo, nem a morte, foram capazes de extinguir.
Por isso mesmo, a história de Jenny Cockell pode ser definida, sem contradita, como uma surpreendente história de amor, de um amor transcendente de uma mãe pelos seus filhos...

http://estudoespiritismokardec.blogspot.com/2011/05/resumo-do-filme-fatos-reais-minha-vida.html


 Cientistas que buscam comprovar a Reencarnação
Dr Ian Stevenson – norte americano que chefiou a Divisão de Parapsicologia do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virginia,  já dedicou mais de 40 anos de sua vida pesquisando casos de reencarnação de crianças que se lembraram espontaneamente de outras vidas e de “marcas de nascença” e traços de personalidades, semelhantes aos dos parentes já falecidos. São cerca de 2600 relatos. Pode-se consultar seu estudo, por meio do livro editado, não traduzido em português, de título “Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects” (Reencarnação e Biologia: Uma contribuição à Etiologia das Marcas-de-Nascença e Defeitos de Nascença). O estudo é sério e possui 2300 páginas.

Prof. Hemendra Nath Banerjee (1929-1985) – indiano que dirigiu o Departamento de Parapsicologia da Universidade de Rajasthan, Índia. Com cerca de 3000 casos estudados, de crianças que lembravam-se de suas vidas nas reencarnações anteriores. Editou o livro “Vida Pretérita e Futura – 25 anos de estudos sobre a reencarnação”, publicado em 1979.

João Alberto Fiorini – brasileiro, delegado de polícia atuando na Agência de Inteligência do Paraná, vem desenvolvendo um novo método. Especialista em impressões digitais, ele entende que é possível confirmar um caso de reencarnação utilizando essa forma de pesquisa científica. Fiorini sabia que não é a possível haver duas impressões digitais iguais, entretanto, em 1935, vendo uma matéria  no jornal da Federação Espírita do Estado de São Paulo, que se referia a um menino que tinha a mesma impressão digital de um homem que já havia falecido há dez ou quinze anos, resolveu iniciar sua pesquisa científica nesse campo. Ele apoiou-se, inclusive, nos métodos de pesquisa do Dr Ian Stevenson. O fato de ser espírita, também serviu de instrumento impulsionador para o campo de pesquisa e investigação desse método de comprovação.

Dr Hernani Guimarães Andrade (1913 – 2003) – brasileiro, foi um pesquisador metódico e rigoroso, tendo obtido reconhecimento no meio científico com o resultado prático de seus trabalhos. Fundou em 1963, o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas. Lá, construiu uma série de aparelhagens para pesquisar e demonstrar a sobrevivência do espírito. Trabalhou em inúmeros casos sugestivos de reencarnação e de fenômenos paranormais, desenvolvendo uma série de aparelhagens ligadas à transcomunicação, isto com todo o cuidado exigido pela investigação científica moderna. Espírita convicto, contribuiu muito com seus estudos científicos no campos de parapsicologia, sendo reconhecido nacional e internacionalmente. Teve mais de 15 livros publicados.
Estes são alguns, entre muitos pesquisadores, mas, o que é mais importante, é que a Ciência Moderna, só vem comprovar o que a D.E. já vem nos mostrando, já no início de sua Codificação, desde a edição do primeiro dos cinco livros, o “Livro dos Espíritos” em 1857, e as mais variadas obras espíritas ou de filosofias reencarnacionistas, nos dias de hoje.

 

Estudando o assunto

O tema é para os céticos (cientistas ou não), perda de tempo, para muitos, uma incógnita a ser desvelada, para alguns segmentos filósóficos, uma improvável teoria, mas para nós espíritas ou espiritualistas reencarnacionistas, uma verdade absoluta que condiz com a Lei Divina do Pai.
Se você tem dúvidas ou interesse em se aprofundar no assunto, sugiro que comece de maneira mais “light”, ou seja, lendo o livro de Jenny Cockell, posteriormente, assistindo ao seu filme. Após reflexões sobre o assunto e com a mente mais aberta e receptiva para receber  mais informações, comece a examinar a Codificação da Doutrina Espírita, e os materiais de estudos dos cientistas neste artigo apresentados, entre outros.
Allan Kardec, pseudônimo do francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia. Estes adjetivos foram importantes para a sua missão de Codificador do Espiritismo.
A Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos, nos ensina que ela é sustentada por três pilares: Ciência, Filosofia e Religião.
O Espiritismo não é a religião da fé cega, seja pela força ou pela conveniência passageira, sem a aplicação de um exame. O Espiritismo é a religião da fé raciocinada, apoiando-se nos fatos, na realidade e na lógica, leva à compreensão e à certeza, fortalecendo o homem na busca da verdade. Por isso a Doutrina Espírita nos diz que “Fé inabalável só o é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XIX, item 7).
E como a Ciência é um dos pilares do Espiritismo, podemos dizer, que por meio do exame e experimentação, podemos comprovar a Reencarnação, como já demonstrado na Codificação e nos dias de hoje.
Se examinarmos cuidadosamente a Bíblia, encontraremos vários trechos que comprovam a reencarnação, como uma verdade ensinada pelo Mestre Jesus.

A Ciência e o Espiritismo

Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas.” (A Gênese, Capítulo I, item 14).

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